Se você já foi buscar alguém que não conhecia no aeroporto, foi com uma breve descrição fisica da pessoa e ficou horas andando pra lá e pra cá porque o vôo atrasou para, ao fim, regozijar- se em encontrar um desconhecido e ter que falar-lhe numa segunda lingua qualquer então já sabe o que é entrar em uma biblioteca e encontrar um sistema que nunca viu. Terá que saber o que ele já tem de conhecimento armazenado, perguntar-lhe como ele faz etiquetas, como faz emprestimos e em fim, quais os seus limites. Um sistema é um livro que você lê não por simbolos, mas por perguntas que vai lhe fazendo. Um sistema é um profissional que lhe diz o que sabe fazer e que tem mais limitações do que um ser humano. O da biblioteca ainda é o Sofia, numa versão antiga mas é o próprio. Ele o havia visto em encartes quando fora a eventos da biblioteconomia. Belos encartes em tons de azul. Será que o suporte também sinalizaria tudo azul em céu de brigadeiro? Será que importaria registros? Será que emitiria etiquetas em sua matricial epson. Ou todos aqueles aparatos seriam não mais do que apenas o exército de Brancaleoni?
Sistema, os olhos da biblioteca nas mãos de um controlador humano. Sem ele, fichinhas de papelão, anotações, arquivo de metal, kardex. Com ele importação de dados, back-ups, perguntas, exigências e limites.
Pode ser tudo e nada ou um menos nada. Se faz migração de dados para outros pode ser a salvação do trabalho feito. Se não faz pode significar um trabalho perdido. As versões vencem e a biblioteca tem que pagar por uma nova versão. Veja só. Você compra, o Sistema evolui e você tem que pagar 10 mil reais para ter uma versão que inclui internet.
Sistema, ora bolas...o Sistema.
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