Dia 07/01/2008
Ele chegou para trabalhar. A biblioteca estava de pernas para o ar. Revistas novas e velhas, livros novos e velhos, bibliotecário novo e velho com exceção que ao último caberia deixar os primeiros em ordem. Os balcões apinhados com jornais. O chão cheio de livros didáticos. Poeira, poeira e mais poeira. As fitas VHS mofadas pelo desuso. Cds de tipos variados vagabundeavam pelas prateleiras. Fungos pairando no ar. Albuns fotográficos amarelados embutidos nos armarios claustrofobicos precisavam respirar um pouco. Enciclopédias telhadas com poeira.
Tudo por arrumar, um grande desafio. Ele, entre a hora de entrada e a hora de saida brincava naquele recinto. Gostava de ver as capas, classificar coisas, arrumar coisas do seu jeito. Foi assim que a biblioteca iniciou sua nova vida. Tinha o corpo, faltava-lhe a alma. Tinha a carcaça, faltava-lhe o coração que só teria se dentro dela tivesse um ser dedicado a faze-la viva e servil aos esperados usuários.
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